quarta-feira, 30 de abril de 2014

Contando meu quase pesadelo.


Oi, tudo bem?

Hoje vim aqui contar pra vocês o meu quase pesadelo, "Mas espera aê Iza, como assim quase pesadelo?", não é bem um pesadelo, mas é muito parecido com um, principalmente porque o clima desse meu quase pesadelo é um clima muito tenso, do começo ao fim, e eu fiquei muito assustada quando eu acordei...
Mas enfim, sem muita introdução eu vou contar o que aconteceu nesse sonho, ah e já deixo avisado não darei muitos detalhes, porque eu não consigo me lembrar de tudo, só lembro de algumas partes (até porque é impossível lembrar de um sonho inteiro, já que quando a gente acorda nós só lembramos de 10% do sonho, e depois de 10 minutos acordados nós já esquecemos mais da metade do que a gente lembra, e nem vem dizer que isso é mentira, porque não é, isso é fato cientificamente comprovado).
 Enfim, vamos ao tal pesadelo.

Minhas memórias sobre esse pesadelo começam quando eu estou em casa junto com meus amigos, e com mais algumas pessoas que pareciam ser meus amigos no sonho, mas que eu realmente não conheço na vida real, o clima parecia bem tenso apesar de todos aparentarem estarem felizes, eram umas 15 pessoas no mínimo, dessas 15 eu conheço umas 6, a minha mãe tinha saído e a gente estava esperando ela chegar para poder sair, até que alguns de nós decidimos ir lá fora, nós íamos brincar de uma espécie de pega-pega só que um pouco diferente, haviam 2 gêmeas lá, e eu fui convidar elas para brincar e elas não aceitaram, porque estavam com medo de ter os celulares roubados  - segundo elas, toda vez que elas brincavam de pega pega, algo era roubado delas - Meu melhor amigo João Vinicius estava lá também, ele parecia sério como se algo ruim estivesse prestes a acontecer, estava ele junto com o Gabriel, os dois pareciam muito tensos, o estranho é que eu era gentil com todos, sem exceções, mas mesmo assim todos pareciam muito sérios ao olhar para mim, todos pareciam tensos e o clima, as cores de alguma forma pareciam tensos também, e isso me fez desistir de brincar no sonho.
 Do nada o cenário muda, já não estamos mais lá na minha rua, no meu bairro, estamos na minha escola de infância, a escola que eu estudei entre os meus 6 anos até os 10 anos, eu estava feliz, mas tudo parecia tenso e estranho, apesar da escola ser a minha de infância os inspetores e professores eram os que trabalham na minha escola atualmente, e as pessoas da minha escola (ás que eu conheço) pareciam estar todos lá, e o mais estranho é que além de mim só uma pessoa estava feliz (a Ingridy, minha melhor amiga) só ela parecia querer me ajudar até o último momento do sonho.
 Eu estava no pátio da escola, eu parecia estar em aula vaga, mas tudo estava tão chato e tenso que eu decidi entrar em uma das salas, as pessoas pareciam me ignorar como se eu não estivesse lá, e apenas uma garota e um garoto falaram comigo, eles pareciam estar me zuando, zuando a minha aparência, dessa sala eu conhecia poucas pessoas, nela estavam o Nathan (um de meus melhores amigos), o Maeda (menino que eu gosto) e a Thaína (uma garota da minha sala, mas eu não falo com ela), eu estava sentada ao lado do Maeda, e ele sorriu pra mim como se fosse a última vez que ele ia me ver, eu fiquei pouco tempo na sala, assim que bateu o sinal eu saí da sala deles e fui pra minha sala (ía começar a aula de Geografia), eu sentei na ultima cadeira na fileira do meio, mas eu percebi que tinha esquecido o meu caderno na outra sala, então eu pedi ao professor que me deixasse ir lá buscar, ele negou, e nós tivemos uma leve discussão, eu desisti saí dizendo que não ia mais fazer a lição e fui me sentar (na hora que eu disse que não iria mais fazer a lição, eu lembrei de um garoto na minha sala chamado Hugo, porque toda vez que ele discute com um professor ele diz que não vai mais fazer a lição, o estranho é que em nenhum momento do sonho ele aparece, é como se ele não existisse, mas mesmo assim eu lembrava dele), eu estava do lado da Ingridy, e eu realmente não estava fazendo lição, eu estava tentando ligar para o Nathan, para pedir pra ele guardar o meu caderno, mas meu celular parecia estar fora de área, e o clima continuava tenso e por algum motivo estranho eu queria muito sair da sala para pegar meu caderno, e eu continuava sendo gentil com todos, mas as pessoas pareciam me ignorar, e o estranho é que o meu amigo João Vinicius passou o sonho inteiro feliz, mas quando olhava pra mim o clima ficava tenso, ele parecia saber que algo iria acontecer comigo, todos os meus amigos com exceção da Ingridy quando me olhavam ficavam tristes, mas eu não estava me importando, eu parecia estranhamente feliz.
 Depois de algum tempo sentada tentando ligar para o Nathan eu pedi para a Ingridy caguetar uma menina que estava fumando na escola, e ela fez isso para mim - provavelmente eu estava irritada com o cigarro, já que eu tenho um problema para respirar e não posso chegar perto de gente que está fumando - Ela (a Ingridy) entregou um bilhete para o professor dizendo que a garota estava fumando e o professor pareceu não se importar, mesmo sendo proibido fumar na escola, quando a Ingridy entregou o bilhete, uma garota que eu não conheço, virou pra mim e falou comigo sobre uma outra garota fumando ao meu lado, eu não me importei, afinal por um motivo desconhecido eu estava muito feliz, e aquele clima tenso não passava de jeito nenhum, o professor saiu da sala e ficou lá fora em frente a uma sala de aula conversando com outras 2 professoras, eu estava com sede então decidi ir lá fora beber aguá.

Eu fui indo bem alegre beber aguá, mas uma garota que tinha uma aparência semelhante a de uma menina que estuda comigo ficou parada ao meu lado, ela tinha um sorriso demoniaco, um sorriso malicioso, mas como eu estava estranhamente feliz eu parecia não me importar com isso, eu apenas olhei pra ela sorrindo, e perguntei se ela queria alguma coisa - beber aguá -  Ela abriu um sorriso demoniaco, mais do que estava antes e disse que não, que só estava me olhando, eu não liguei, mas por alguns minutos eu me mantive desconfiada, eu parecia estar me perguntando "Por que ela está me olhando beber aguá?" "Por que ela está me olhando com esse olhar estranho?", eu parecia pensar e ao mesmo tempo saber que ela estava pretendendo fazer algum mau para mim, até que na hora que eu fui sair de perto do bebedouro, ela encostou em mim e com aquele sorriso demoniaco, falou sorrindo e calmamente "Eu tenho uma arma - a arma dela estava encostada na minha barriga - É melhor você não fazer nada, nem reagir, se não eu atiro".
 Naquele momento eu me vi apavorada, tudo começou a fazer sentido, o motivo dos meus amigos estarem tristes ao olhar pra mim, parecia ser aquilo, eles sabiam o que ia acontecer, parecia que tudo haveria sido combinado, as 2 professoras e o professor de geografia, assistiam a cena sorrindo, eles pareciam saber o que iria acontecer no final é como se eles estivessem esperando a minha morte pra depois aplaudir tudo, até que eu me acalmei achando que era um arma de brinquedo, eu decidi tocar na arma, e eu me apavorei novamente, não era uma brincadeira, era uma arma de verdade, a inspetora estava a uns 6 passos a nossa esquerda, então eu decidi gritar "Socorro, ela tá com uma arma!", e a garota com a arma encostada na minha barriga, esperando para atirar a qualquer momento, respondeu "Não adianta gritar, ela não vai te ouvir, ela vai apenas te ignorar", e foi o que aconteceu ela nem olhou para mim, mas todos escutaram o que eu disse, o clima ficou mais tenso ainda.
  Naquele momento eu estava me perguntando "O que está acontecendo? Por que ninguém faz nada? Eles já sabiam que iria acontecer isso? Isso já estava sendo planejado a algum tempo?", eu estava muito apavorada, e eles estavam apenas assistindo tudo, assim eu tive certeza que eles já sabiam que isso iria acontecer, e o que me deixava mais assustada era pensar, "se eles sabiam que isso iria acontecer, porque ninguém impediu? Por que o João não me avisou? Por que?". Todos continuavam ali parados, o João e os meus amigos pareciam estar triste, pareciam estar pensando "É uma pena que ela vá morrer", o João estava sem expressão, apenas os olhos dele mostravam que ele estava triste por aquilo estar acontecendo, a inspetora e os professores apenas assistiam a cena, e a garota com a arma apenas sorria, ela parecia estar me levando para perto do banheiro, parecia ser o lugar escolhido para ela me matar, e eu não sabia o que fazer, eu apenas pensava que ía morrer e me perguntava o por quê de todos saberem aquilo, mas ninguém tentar impedir aquilo, eu queria entender o porquê deles estarem assistindo aquilo com um sorriso no rosto, eu não sabia o que fazer. Nós já estávamos bem próximas do banheiro. O clima ficava cada vez mais tenso, mas a garota continuava com o sorriso no rosto, quando ela me olhava ela parecia estar dizendo com o olhar "Calma, vou tornar isso bem rápido".
 Quando estávamos quase entrando no banheiro, eu virei e olhei pra eles, com um olhar de socorro, perguntando em mente "Vocês não vão fazer nada?", naquele momento eu não estava mais apavorada por estar perto de levar um tiro, eu estava triste, na minha cabeça só passava o pensamento de que os meus amigos não se importavam comigo, se eles se importassem, eles teriam parado aquela cena, eles teriam me ajudado, teriam me avisado, todos sabiam o que iria acontecer, era como se ele só estivessem ali esperando o gran-finale, esperando a última cena, todos pareciam só querer ver o final, como se estivessem assistindo um filme, como se estivesse no final do filme e eles estivessem esperando o castigo do vilão, a única diferença é que não era um filme e eu não era uma vilã, eu nem sequer sabia o porque aquilo estava acontecendo, eu só sabia que eu não queria morrer...
 Então eu aproveitei os segundos que ela - a garota com a arma - se distraio e tentei pegar a arma da mão dela, eu e ela estávamos brigando pela arma, mesmo sabendo que eu ía perder e que ela conseguiria a arma, ela era mais forte que eu, afinal eu sempre fui muito fraca.
 Mas houve um momento que eu toquei no gatilho enquanto a arma estava apontada para ela, e então no desespero eu atirei, atirei 3 vezes e ela caiu no chão, eu me apavorei, pensei "Como eu fui capaz de matar uma pessoa?", eu não conseguia parar de pensar que cometi um crime, eu fui correndo até as 2 professoras e o professor de geografia e quando eu iria dizer "Eu matei alguém, por favor me ajuda!", eles olharam sorrindo para a garota morta, caída no chão, e o professor olhou dando risada "Ela matou a garota, KKKKK, eu achei que iria ser o contrario! Kkkkkk, ela está morta agora.....É uma pena que a outra - se referindo a mim - não tenha morrido também!" eu estava em choque, como alguém poderia ser tão cruel?
 Eu sai correndo, para ir para perto dos meus amigos, o João ainda estava sem expressão, eles todos estavam, eu abracei o Wellington (um outro amigo meu), eu estava chorando desesperada, e disse a ele "Eu matei uma pessoa! O que eu faço? Me ajude por favor!", todos continuaram sem expressão, ninguém dizia uma palavra para mim, e eu estava chorando muito!
 Eu estava chorando e pensando: "Por que ninguém fala comigo?", e então eu saí correndo indo em direção a sala em que o Nathan estava, correndo desesperada para falar com ele, e então ele saiu da sala, passando ao meu lado, mas ele simplesmente me ignorou, mesmo vendo o desespero que eu estava.

 Logo após isso eu acordei, mesmo que isso não pareça assustados, pra mim foi muito apavorante, eu acordei morrendo de medo, olhando para os lados achando que tudo fosse real, eu fiquei um tempo pensando sobre isso, esse sonho pra mim foi muito assustador, já que tudo parecia estranhamente real, as pessoas, os lugares, tudo! 

 Obrigado a quem leu tudo isso, e me desculpe pelo texto enorme!

 Enfim, muito obrigado, e até a próxima postagem!

 Beijinhos!



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